Vereadores de Itabaiana denunciam irregularidades em desapropriações e cobram transparência na gestão municipal

Parlamentares apontam superfaturamento em terreno avaliado inicialmente em R$ 150 mil e posteriormente desapropriado por R$ 1,7 milhão

Por Kleber Santos

(BLOG PRIMEIRA MÃO, Itabaiana) — A sessão ordinária da Câmara Municipal de Itabaiana realizada, nesta quinta-feira, 7, foi marcada por críticas contundentes à gestão pública do município, especialmente no que diz respeito à desapropriação de imóveis e às nomeações para cargos públicos, mas o foco principal foi a denúncia de suposta improbidade administrativa envolvendo a compra de um terreno na zona urbana da cidade.

O vereador Anderson Pereira denunciou a desapropriação de um terreno localizado no bairro São Cristóvão (Moita Formosa), de propriedade da empresa DNA Construtora Incorporadora Limitada. Segundo ele, a área foi avaliada pela prefeitura em R$ 150.000 no dia 22 de abril de 2025, e, apenas três meses depois, a mesma gestão enviou à Câmara um projeto solicitando a desapropriação do imóvel pelo valor de R$ 1.700.000.

Anderson ainda afirmou que essa diferença de valores “causa improbidade administrativa” e indicou que, se o município assinou, é “conivente”. Ele também chamou atenção para o fato de que a empresa foi aberta recentemente, em setembro de 2024.

O vereador Alex Henrique endossou as denúncias de Anderson, dizendo que o prefeito “tira o braço da seringa e coloca para o servidor porque ele só quer… passar a mão no dinheiro do povo. Isso aí tá comprovado, tá mostrado que o que ele quer mesmo é roubar o dinheiro do povo da Itabaiana.” Ele também questionou quem assinou a primeira avaliação, sugerindo que seria um servidor comissionado que poderia ser responsabilizado legalmente. Para ele, a situação é um “atestado de improbidade”.

Já o vereador Michael Douglas Cunha reforçou a necessidade de investigação, convidando os colegas da Casa a assinarem uma denúncia que será encaminhada ao Ministério Público. Segundo ele, tanto a subavaliação quanto a superavaliação do imóvel podem configurar “improbidade administrativa”, além de ferirem a “própria lei de resultado fiscal do município”.

Ele aproveitou para convidar todos os colegas vereadores a assinar a denúncia que seria protocolada no Ministério Público, esclarecendo que o objetivo não é ser contra as obras, mas contra o “modo de avaliação”.

Imagem: Reprodução da internet

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