Sergipe tem a 5ª maior taxa de desistência de procura de emprego do país, aponta IBGE

Dado é mais que o dobro da média nacional; Maranhão lidera triste ranking e Santa Catarina tem o menor percentual

por Kleber Santos

(BLOG PRIMEIRA MÃO, Aracaju) – Sergipe ocupa a quinta posição no ranking nacional de desalento entre os trabalhadores, com 5,9% da sua força de trabalho potencial nesta situação. O percentual é mais que o dobro da média registrada para o Brasil, que ficou em 2,5% no segundo trimestre de 2025. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 15 dias.

O estado sergipano fica atrás apenas do Maranhão, que lidera o indicador com 9,3% de desalentados, do Piauí (7,1%), de Alagoas (6,9%) e da Bahia (6,1%). Na ponta oposta, com as situações mais favoráveis, estão Santa Catarina, com apenas 0,3% de sua força de trabalho potencial desalentada, e Mato Grosso do Sul, com 0,8%. A região Nordeste concentra as piores taxas do país.

O termo “desalento” é um indicador específico da PNAD Contínua que mede a parcela da população que, apesar de desejar trabalhar e estar disponível para o mercado, desistiu de procurar emprego devido a razões relacionadas às condições do mercado de trabalho. Isso inclui a percepção de falta de vagas na localidade onde reside, não ter experiência ou qualificação necessária, ou até mesmo por se considerar muito jovem ou idoso para as oportunidades disponíveis.

Diferentemente dos desempregados – que são aqueles que procuraram ativamente por uma vaga e não encontraram –, os desalentados não fizeram essa busca recentemente por acreditarem que não há chances de sucesso. Por esta razão, eles não são contabilizados na taxa de desemprego, mas sim como parte da “força de trabalho potencial”, um conceito mais amplo que revela a subutilização de mão de obra no país.

Os dados reforçam o abismo regional do mercado de trabalho brasileiro, onde estados do Norte e Nordeste, como Sergipe e seus vizinhos, apresentam os maiores desafios para gerar esperança e oportunidades formais de emprego para a sua população.

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