Para discutir as ações de gangs que atuam em pequenos e desprotegidos municípios brasileiros, especialmente no Nordeste, o comando do 28º Batalhão de Caçadores, unidade militar do Exército Brasileiro em Sergipe, realizou ontem pela manhã o 1º Simpósio de Inteligência, onde entrou em pauta o chamado “Novo Cangaço”, nome inspirado no movimento social ocorrido no nordeste do país nos séculos XIX e XX e que teve Virgulino Ferreira da Silva, o Lampíão, como o maior expoente.,
O evento, que aconteceu no quartel de 28 BC e teve caráter sigiloso, reuniu representantes da Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal para discutir o comportamento dessas gangs e como enfrenta-las. Neste ano de 2022, não houve atuação desses grupamentos marginais no Estado e em 2021 apenas um caso, em Pacatuba.
Como adotam práticas de invasões rápidas a municípios com pouca proteção policial, explosões de agências bancárias, usam populares como reféns e roubam dinheiro, dada a similaridade com ações do bando de Lampião, inclusive de ter o controle das cidades que invadiam, esses grupos estariam enquadrados naquilo que é descrito hoje como “Novo Cangaço”.
Conforme o jornal Estado de Minas, “a expressão ‘novo cangaço’ surgiu no Nordeste brasileiro em 1990 por meio da mídia e foi criada para designar as quadrilhas com ações agressivas que cercavam pequenas cidades da região”’.
O Estado de Minas explica ainda que “esse tipo de assalto – quando um grupo criminoso toma o controle de uma pequena cidade para roubar – não é novo no Brasil. No início do século passado, Lampião e seu bando de cangaceiros ganhavam a vida praticando saques semelhantes”.
SSP explica
Segundo levantamento feito pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), Sergipe apresentou uma tendência de queda na incidência de roubos a bancos nos últimos anos. No ano de 2013 foram registradas 38 ocorrências e em 2014, 35 investidas criminosas. Já em 2015, os casos somam um total de 27. A SSP informa ainda que em 2016 Sergipe registrou seis ocorrências. No ano de 2017, oito ações criminosas, m 2018, quatro, e em seguida, em 2019, foram duas ocorrências.
Ainda segundo a SSP, foram registradas em 2016, seis ocorrências e no ano de 2017, oito ações criminosas. No ano seguinte, 2018, quatro registros desse crime. Em seguida, em 2019, foram duas ocorrências. uma ação em 2020 e outra ano passado
O tenente-coronel Leandro César, comandante do 28 BC, disse que a reunião das Forças de Segurança foi também para discutir o uso da inteligência para evitar esse tipo de ação em Sergipe, onde está em queda. Ele concedeu entrevista à TV Sergipe, mas não se aprofundou nas explicações sobre as motivações da reunião de ontem.

