Reta final do Imposto de Renda 2026 exige atenção redobrada para evitar erros e multas, alerta especialista

O prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda pessoa fisica 2026, entra na reta final e termina às 23h59 do dia 29 de maio. Com milhões de contribuintes ainda sem enviar a DIRPF/2026 à Receita Federal, especialistas alertam para os riscos de deixar a obrigação para as últimas horas.

Para o Presidente da SBC – Socieade Brasileira de Contabilidade Josevaldo Mota, e CEO da J&A Assessoria Contabil, a correria de última hora aumenta significativamente as chances de erros, inconsistências, sistema ficar fora do ar, esquecimento de documentos importantes, podendo chegar a ter problemas com a malha fina.

“Muita gente acaba deixando para a reta final e, nesse momento, a pressa vira inimiga do contribuinte. É justamente nos últimos dias que aparecem omissões de rendimentos, despesas lançadas incorretamente ou documentos faltando”, afirma.

Segundo ele, um dos principais problemas nesta fase é o envio da declaração incompleta apenas para evitar multa por atraso. “O contribuinte pode até entregar e corrigir depois, mas isso precisa ser feito com muito cuidado e rapidez. A Receita Federal continua cruzando todas as informações automaticamente”, explica.

Receita amplia fiscalização digital

Josevaldo destaca que a Receita Federal está cada vez mais tecnológica e integrada a diversos sistemas de fiscalização. Informações bancárias, movimentações financeiras, rendimentos, despesas médicas, operações imobiliárias e até negociações com criptomoedas são verificadas eletronicamente.

“A Receita cruza dados do eSocial, clínicas médicas, instituições financeiras, imobiliárias e plataformas digitais. Hoje praticamente tudo deixa rastro eletrônico. Qualquer inconsistência pode gerar pendência”, alerta.

Entre os erros mais comuns nesta reta final estão:

  • Omissão de rendimentos;
  • Inclusão incorreta de dependentes;
  • Divergências em despesas médicas;
  • Erros em investimentos e aplicações financeiras;
  • Dados bancários incorretos;
  • ⁠Informações de pensão Alimenticia incompleta
  • Falta de declaração de aluguéis e rendas extras.

Multa pode chegar a 20% do imposto devido

Quem é obrigado a declarar e perder o prazo está sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, além da incidência de juros.

“Muitas pessoas acreditam que, por terem restituição a receber, não sofrerão penalidade. Isso não é verdade. A multa existe mesmo para quem tem valores a restituir”, ressalta o contabilista.

Restituição depende de declaração sem erros

Outro ponto importante, segundo Josevaldo, é que contribuintes que entregam a declaração corretamente possuem mais chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

“Não adianta apenas correr para enviar. O mais importante é conferir tudo antes da transmissão. Uma declaração com erro pode atrasar a restituição por vários meses”, explica.

A Receita Federal prevê o pagamento do primeiro lote de restituição também para o dia 29 de maio.

Organização evita problemas futuros

O especialista recomenda revisar cuidadosamente informes de rendimento, recibos médicos eletronicos, despesas educacionais, investimentos e documentos de bens antes do envio.

“Hoje o Imposto de Renda exige muito mais atenção do que antigamente. A Receita possui sistemas extremamente modernos e o cruzamento de dados acontece em segundos”, pontua.

Orientação profissional pode evitar prejuízos

Na reta final, Josevaldo reforça que buscar auxílio de um profissional contábil pode evitar multas, bloqueios/suspenção de CPF e dores de cabeça futuras.

“Muitas vezes, o contribuinte tenta economizar fazendo sozinho e acaba criando um problema muito maior depois. Uma orientação profissional pode evitar prejuízos financeiros e complicações com a Receita Federal”, conclui.

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