Num diálogo direto entre poder público e população, a Prefeitura de Aracaju participou de uma escuta ativa no Centro Social do bairro Porto D’Antas, nesta quarta-feira à noite, 25, reunindo secretarias e órgãos municipais para ouvir, esclarecer e encaminhar as principais demandas apresentadas pelos moradores.
O encontro foi um espaço aberto de fala, emoção e cobrança cidadã. A presidente da Associação de Moradores do Porto D’Antas, Maria Lídia Santos Oliveira, destacou a importância de a gestão ouvir quem vive diariamente a realidade do bairro. “Eu amei. A gente precisa disso. Toda gestão precisa conhecer a comunidade. Como é que você conhece a realidade da comunidade? É ouvindo, para depois tomar uma posição”, afirmou.
Moradora desde a infância, Vera Lúcia, de 64 anos, emocionou-se ao relembrar as dificuldades enfrentadas nas primeiras décadas do bairro. “Quando começou, não tinha água, não tinha luz, não tinha escola, não tinha nada. Foi muita luta para erguer tudo isso aqui”, disse.
A presidente da Fundat, Melissa Rollemberg, anunciou que a população do Porto D’Antas deverá receber, em breve, a reforma da Unidade de Qualificação Profissional (UQP) do bairro. Segundo ela, a unidade está fechada desde a gestão passada, mas já integra o planejamento da atual administração. Melissa destacou que a prefeita Emília Corrêa já sinalizou a prioridade da obra e que o início da reforma deve acontecer nos próximos meses, devolvendo à comunidade um espaço fundamental para cursos e capacitação profissional.
Ao comentar a importância da escuta ativa realizada no bairro, Melissa afirmou que ouvir a população tem sido uma mudança na forma de governar. De acordo com a gestora, a administração municipal tem buscado dialogar com os moradores, acolher críticas e reconhecer o que está funcionando, para construir políticas públicas mais alinhadas com a realidade local. “Quem sabe a real necessidade é quem vive diariamente na comunidade”, ressaltou, enfatizando que compreender as demandas culturais e sociais de cada território é essencial para que as ações da Prefeitura sejam mais eficazes e cheguem de fato a quem precisa.
Limpeza
A moradora Maria Passos utilizou o espaço para falar sobre a manutenção da praça e o descarte irregular de lixo. Ela defendeu maior conscientização da população e pediu atenção às áreas verdes do bairro.
Por sua vez, o gerente de Limpeza Urbana da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Christopher Prado, explicou que há coleta regular às segundas, quartas e sextas-feiras, no período diurno, mas reforçou que parte do problema está no descarte fora do horário ou em locais inadequados. Ele informou ainda que há cerca de 200 pontos de descarte irregular na capital e destacou a construção de um ecoponto na região como medida para reduzir o problema. Segundo ele, a obra será retomada e concluída.
O diretor de Políticas de Assistência Social da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), Fábio Kleber Barreto, destacou que esse é um espaço de escuta da população, ouvindo as demandas e trazendo respostas aos moradores. “Temos um projeto de construção de uma nova unidade da Secretaria da Família e da Assistência Social para atender ao público vulnerável do município em um espaço onde funcionava um antigo Cras, que há muitos anos está fechado e o prédio se deteriorando. Vamos avançar”, pontua Barreto.
Segurança
O subinspetor Alcebíades Júnior, da Polícia Municipal de Aracaju (PMu), orientou a população a utilizar o número 153 para denúncias. Ele reforçou que a atuação da PMu depende das informações repassadas pela comunidade e citou situações registradas na região, como consumo de álcool por menores, uso de substâncias ilícitas e descarte irregular. “A Polícia Municipal está à disposição. Precisou, ligue 153”, afirmou.
A representante da Secretaria Municipal da Educação (Semed), técnica do Departamento de Educação Básica, Adriana Fernandes, explicou que o horário das creches pode variar conforme o regimento escolar, mas pode funcionar das 6h30 às 16h30 ou até mais, desde que haja deliberação do conselho escolar. Ela orientou os moradores a utilizarem a Ouvidoria da Educação para formalizar demandas e destacou que a participação da comunidade é fundamental para ajustes no funcionamento das unidades.
Para o vereador de Aracaju, Breno Garibalde, idealizador do encontro por meio do projeto Bora Conversar, ouvir a população é o caminho para decisões mais eficazes. “Não sou eu que sei o que é bom, não é a gestão que sabe o que é bom. Quem sabe o que é bom são vocês. Precisamos ouvir para trazer as políticas públicas que a comunidade merece”, declarou aos moradores presentes no Centro Social.
(Fonte: Ascom/Fundat)



