Prefeitura de Aracaju impulsiona empreendedorismo feminino nas feiras da cidade

As alunas capacitadas pela Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) participaram da primeira edição da Feira Centro Vivo, realizada neste domingo, 8, na Rua Pacatuba, no Centro de Aracaju, durante a programação comemorativa pelo aniversário da capital. No espaço, mulheres que passaram pelos cursos da instituição puderam expor e comercializar produtos gastronômicos e artesanais, colocando em prática o conhecimento adquirido nas capacitações gratuitas ofertadas pela Prefeitura de Aracaju. Além da Feira Centro Vivo, elas também participaram, no sábado, 7, do evento “Mulheres em Movimento”, realizado em frente ao Projeto Tamar, na Orla de Atalaia.

Promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde), a Feira Centro Vivo reuniu empreendedores, artesãos e comerciantes locais com o objetivo de estimular a ocupação do Centro da cidade, fortalecer a economia criativa e valorizar talentos da capital sergipana. Para as alunas da Fundat, a iniciativa representou mais do que visibilidade: foi a chance de transformar aprendizado em renda e dar os primeiros passos no empreendedorismo.

A presidente da Fundat, Melissa Rollemberg, destacou que a participação das alunas reforça o papel da qualificação profissional como porta de entrada para novas oportunidades. “Estamos aqui prestigiando o nosso Centro da cidade, que muito em breve será revitalizado pela prefeita. Hoje, é um marco também por ser o Dia Internacional da Mulher. Temos aqui expositoras e expositores qualificados pela Fundat mostrando seus produtos, seguindo a trilha do empreendedorismo. É um domingo muito especial, com muita gente e muita música, mostrando o que o nosso povo tem de melhor”, afirmou.

Segundo ela, espaços como a Feira Centro Vivo ampliam as possibilidades para quem concluiu os cursos da instituição. “Essa é mais uma oportunidade para os nossos qualificados seguirem no caminho do empreendedorismo. Queremos que cada pessoa tenha dignidade por meio das oportunidades”, acrescentou.

Da pandemia ao sonho do próprio negócio

Entre as expositoras estava a confeiteira Josiane Neto, criadora da marca Hope Confeitaria. O nome, que significa “esperança”, nasceu durante a pandemia, período em que ela decidiu começar a produzir doces para enfrentar as dificuldades financeiras. “Comecei fazendo trufas dentro de casa e fui pegando gosto pela confeitaria. Depois conheci os cursos da Fundat, que ajudaram muito. Hoje eles não só qualificam a gente, mas também dão oportunidade para expor nossos produtos nas feiras”, contou.

Para Josiane, a experiência de vender em eventos organizados pela Prefeitura ajuda a fortalecer a marca e ampliar o alcance nas redes sociais. “Meu sonho é crescer, fortalecer minha marca e, se Deus permitir, abrir uma loja física no futuro”, disse.

A empreendedora Rose Cruz também aproveitou o espaço para divulgar sua marca de biscoitos artesanais, a Dolce Rosée. Ela contou que participou de cursos de manipulação de alimentos, precificação e atendimento ao cliente oferecidos pela Fundat, capacitações que contribuíram para fortalecer sua atuação no empreendedorismo. Na feira, Rose apresentou diferentes versões de biscoitos amanteigados, alguns decorados especialmente para o Dia da Mulher, além de utilizar uma estratégia criativa para divulgar sua marca: pequenos cartões com degustação dos produtos, acompanhados das informações de contato e redes sociais. Para ela, a iniciativa da Fundat é fundamental para quem deseja começar um negócio próprio. “A gente vira empreendedora, que é o mais importante. A Fundat tem essa preocupação de nos ajudar a empreender”, afirmou, destacando que a expectativa nas feiras é ampliar a divulgação da marca e conquistar novos clientes.

A feira também abriu espaço para artesãos que transformam tradição em arte. No estande de Selma Prata, esculturas produzidas em madeira, gesso e folha de ouro chamavam a atenção do público. Entre as peças expostas estavam figuras religiosas, esculturas inspiradas no cangaço e objetos decorativos que remetem à cultura sergipana, como cajus e caranguejos. “A experiência é muito positiva porque as pessoas conhecem nossos produtos e valorizam o artesanato local. A Fundat e a Prefeitura estão dando essa oportunidade para que a gente mostre nosso trabalho”, destacou.

Para muitas participantes, os cursos também representam um caminho de recomeço profissional. A empreendedora Eloisa Santos, por exemplo, contou que estava desempregada antes de iniciar as capacitações. Ela realizou cursos de manipulação de alimentos, salgados e confeitaria e já participou de três feiras promovidas com apoio da Fundat. “É muito bom porque a gente estava sem trabalho e essa é uma grande oportunidade. A Fundat oferece o curso e depois nos encaminha para empreender. Isso ajuda muito”, relatou.

Quem visitou a feira aprovou a iniciativa. A aracajuana Cledma Sales, que passeava pelo Centro durante o evento, destacou a qualidade dos produtos e a importância da oportunidade para os empreendedores. “Acho muito bom porque é um meio para eles mostrarem o que aprenderam e apresentarem seus produtos. A gente vê que estão bem capacitados”, comentou.

Praça Tobias Barreto

Outra frente permanente de comercialização, apoiada pela Fundat, acontece todos os domingos, das 16h às 22h, na Feira da Praça Tobias Barreto, onde empreendedoras formadas pela instituição também expõem seus produtos.

Empreendedora Adriana Batista

Neste domingo, 8, a empreendedora Adriana Batista celebrou os resultados alcançados na feira da Praça Tobias Barreto e o movimento registrado neste início de ano. Segundo ela, o público tem demonstrado interesse crescente por novos sabores, o que tem impulsionado as vendas e ampliado a visibilidade do seu trabalho.

Entre as opções levadas para a feira estavam bolos de maracujá, limão, chocolate e de ninho com geleia de morango, sendo o de maracujá um dos mais procurados pelos clientes. “Hoje a gente vê muita gente se permitindo experimentar novos sabores, e isso ajuda muito quem está começando a empreender”, destacou.

Adriana contou ainda que a qualificação recebida na Fundat foi decisiva para fortalecer sua atuação como empreendedora. Ela participou de cursos de manipulação de alimentos, empreendedorismo e produção de bolos e tortas, além de outras capacitações que contribuíram para aprimorar o atendimento e a comercialização dos produtos. Para a confeiteira, a oportunidade de participar das feiras tem sido fundamental para conquistar novos clientes, divulgar a marca nas redes sociais e transformar conhecimento em renda.

A confeiteira Lorena Oliveira, de 32 anos, participou da feira em uma barraca da Fundat e contou que encontrou na gastronomia uma forma de reconstrução pessoal e profissional. Ela revela que, embora sempre tenha gostado de cozinhar, foi após a perda da irmã que passou a enxergar na produção de bolos uma maneira de ocupar a mente e seguir em frente. Hoje, além de empreender na área da confeitaria, Lorena cursa enfermagem e concilia a produção de bolos, doces e salgados com a rotina acadêmica, utilizando as vendas como fonte de renda.

Segundo Lorena, os cursos de manipulação de alimentos e precificação realizados na Fundat tiveram papel importante em sua trajetória. Ela destaca que a formação ajudou a compreender melhor os custos do próprio trabalho, a definir preços de forma mais segura e a aperfeiçoar os cuidados com a segurança alimentar. Para ela, a oportunidade de comercializar os produtos nas feiras apoiadas pela Prefeitura representa um incentivo concreto para quem busca crescer no empreendedorismo com mais preparo e confiança. “Eu aconselho todo mundo que tiver a oportunidade de fazer um curso na Fundat que faça, porque várias portas acabam se abrindo para quem decide se qualificar”, afirmou.

(Ascom/Fundat)

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