Celular e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante a sexta fase da Operação Argos
A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em Cristinápolis, no Sul de Sergipe, durante uma investigação sobre o armazenamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A ação ocorreu na sexta-feira (7) e fez parte da sexta fase da Operação Argos. Segundo a PF, a investigação identificou o armazenamento, em serviço de nuvem, de mais de 160 arquivos com conteúdo ilícito.
Durante o cumprimento da ordem judicial no município sergipano, os policiais apreenderam um aparelho celular e outros dispositivos eletrônicos. Os equipamentos serão submetidos à perícia.
A análise do material deverá auxiliar no aprofundamento das investigações, na identificação de possíveis novos arquivos ilícitos e na apuração de eventuais conexões com outras pessoas envolvidas.
A Polícia Federal não divulgou a identidade do investigado nem informou se houve prisão durante a operação.
Uso de nomenclatura adequada
Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ainda utilize o termo “pornografia” para tipificar determinadas condutas, organizações internacionais recomendam as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”.
A mudança de nomenclatura busca retratar com maior precisão a gravidade do crime e evitar qualquer interpretação que possa minimizar a violência sofrida pelas vítimas.
Prevenção no ambiente digital
A Polícia Federal reforçou a importância do acompanhamento de crianças e adolescentes durante o uso da internet. Pais e responsáveis devem observar mudanças de comportamento, orientar sobre os riscos do ambiente digital e manter um diálogo aberto sobre segurança on-line.
Também é importante ensinar crianças e adolescentes a não compartilhar informações pessoais ou imagens com desconhecidos e a comunicar imediatamente qualquer abordagem, ameaça ou situação suspeita.
Casos de violência sexual infantojuvenil podem ser denunciados pelo Disque 100. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.
(Fonte: Ministério da Justiça e Segurança)


