Consultado sobre os números de pesquisas eleitorais registradas e tornadas públicas recentemente em Sergipe, o pré-candidato a governador do Estado pelo PTB, ex-deputado federal João Fontes, questionou: como é que a pesquisa de um candidato que até quinze dias atrás estava entre os últimos colocados e de repente aparece em primeiro? Falo desde 2003 que pesquisa eleitoral no Brasil virou caso de polícia”.
Fontes faz referências à última pesquisa do Instituto França (IFP), realizada no período de 24 a 30 de junho, divulgada na sexta-feira passada, 01 de julho, e registrada no TRE/SE sob número 03087/2022. Na consulta, o IFP mostra o Delegado Alessandro (PSDB), com 15,4% das intenções de votos, Fábio Mitidieri (PSD), 15,1%, Rogério Carvalho (PT), 14%, e João Fontes (PTB), 3,6%. Na pesquisa anterior, também registrada e divulgada em 20 de junho, eles estavam, respectivamente com 9,62% (AV), 12,47%, (FM), 12,13% (RC) e 1,67% (JF).
O pré-candidato petebista, citando o ex-governador Albano Franco (PSDB), lembrou que “em Sergipe todo mundo se conhece” e que por isso tem acesso às pesquisas reservadas e mais completas que os partidos contratam para consumo interno e os números são totalmente diferentes daquilo que tem nas últimas pesquisas publicadas.
João Fintes destaca ainda que o perfil do eleitorado no Brasil está totalmente polarizado entre Lula e Bolsonaro.”É preciso analisar pesquisa como ciência. Eu analiso como ciência. Aqui em Sergipe, o eleitorado de Lula vai ser dividido com Rogério Carvalho e Fábio Mitidieri. Isso é fato. Aí você tem um outro candidato que não tem perfil do Lula nem tem o perfil do bolsonarismo. Temos o bolsonarista Valmir de Francisquinho, que ainda não saiu da disputa e o perfil do seu eleitorado não migra para um candidato que não tenha perfil bolsonarista”, sentenciou.
Fontes avalia ainda que, “na minha visão, se o delegado pensar em ser governador com esses números, pode quebrar a cara porque está muito longe daquilo que a gente tem visto das próprias pesquisas divulgadas aí por vários institutos”.
O petebista lembra ainda que “ajudei muito na eleição de Alessandro em 2018. As pesquisas que saiam até a véspera da eleição não colocavam bem os números dele e quem passava para ele os números verdadeiros era João Fontes. Eu tabulava os números que via nos partidos. Então, isso aí eu estudo como ciência há um tempo. Inclusive as minhas informações foram para Alessandro na eleição vitoriosa do Senado em 2018”.



