Aracaju tem deflação (-0,30%) em agosto, informa IBGE

Aracaju tem deflação (-0,30%) em agosto O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou -0,30% em agosto, depois da alta de 0,31% registrada em julho. Em agosto de 2019, o índice também havia registrado deflação (-0,47%). O IPCA acumula no ano alta de 1,15%. No acumulado dos últimos doze meses, o índice registrou alta de 2,48%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram deflação em agosto (Alimentação e bebidas; Habitação; Vestuário; Despesas pessoais; e, Educação).

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de julho a 27 de agosto de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de julho de 2020 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

O grupo com maior impacto no IPCA de agosto em Aracaju foi o grupo de Educação, com -5,76% de variação. Em termos de impactos em pontos percentuais (p.p.), considerando o peso mensal dos produtos e serviços na cesta de compras, o grupo de Educação foi responsável por 0,45 p.p., ou seja, a deflação em agosto só não foi maior porque houve alta nos preços em outros grupos.

O resultado do grupo de Educação foi influenciado pela queda dos preços de cursos regulares. Os serviços com maiores impactos foram o de Ensino Fundamental (-11,09%, com impacto de -0,23 p.p.), Pré-escola (- 18,44%, com impacto de -0,10 p.p.) e Ensino médio (-9,02%, com impacto de -0,09 p.p.).

 No grupo Vestuário (-2,31%), o impacto foi de -0,12 p.p. em agosto, o segundo mais significativo entre os nove grupos pesquisados. As roupas ficaram mais baratas (-3,10%), com a queda alcançando tanto as roupas masculinas (-3,42%) quanto as femininas (-3,20%).

O terceiro maior impacto negativo (-0,08 p.p.) veio do grupo Habitação, que registrou queda de 0,59%. O maior impacto do grupo (0,03 p.p.) veio do item Energia elétrica residencial, com -1,69% de variação.

O maior impacto positivo entre os grupos pesquisados foi no grupo Transportes (0,16 p.p.), que apresentou alta de 0,94%, puxada sobretudo pela variação de 2,78% no preço dos combustíveis de veículos. Entre eles, o maior impacto veio da gasolina, que subiu 2,72% em agosto.

Na sequência, o grupo de Comunicação também apresentou impacto positivo (0,10 p.p.) em agosto, com variação de 1,94%. No grupo, o principal impacto veio dos serviços de acesso à internet, que tiveram alta de 12,18%. Impacto semelhante foi o do grupo Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,60%. O principal destaque no grupo foram os perfumes, cujos preços tiveram alta de 3,40%.

Entre todos os subitens pesquisados, as maiores altas foram: acesso à internet (12,18%), óculos de grau (12,01%) e óleo de soja (9,80%). As maiores quedas, por sua vez, foram: creche (-19,95%), pré-escola (- 18,44%) e tomate (-14,79%).

INPC varia -0,23% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC do mês de agosto apresentou variação de -0,23%, enquanto, em julho, havia registrado 0,31%. A variação acumulada no ano foi de 1,34% e, nos últimos doze meses, o índice apresentou alta de 2,59%. Em agosto de 2019, a taxa foi de -0,45%. Os produtos alimentícios tiveram queda de -0,27%, depois da alta de 0,08% apresentada em julho.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de julho a 27 de agosto de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de julho de 2020 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

(Assessoria do IBGE)

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