Moradores denunciam falta de água há mais de um mês no Santos Dumont

Moradores da Rua Luiz Gonzaga, no bairro Santos Dumont, em Aracaju, denunciam que convivem há mais de um mês com a irregularidade no abastecimento de água. Segundo os relatos de Evanilson Alberto, 48, e Noemia Maria dos Santos, 77, a água até chega diariamente, mas apenas durante a madrugada, em pouca quantidade, e sem força suficiente para subir até as caixas d’água das residências.

De acordo com os moradores, a situação se agravou nos últimos 15 dias, período em que a água deixou de abastecer completamente as caixas. A única forma encontrada para garantir o mínimo necessário tem sido acordar de madrugada, por volta das 3h ou 4h, para aparar água em torneiras mais baixas, enquanto o fornecimento dura.

“Todos os dias chega um pouco de água, mas é de madrugada e acaba logo. Só chega na torneira baixa. Não sobe uma gota para a caixa d’água”, relata Evanilson Alberto.

Ele informou que já entrou em contato com a Iguá Sergipe pelo menos quatro vezes, abrindo protocolos e comunicando a situação. Segundo ele, a resposta recebida é sempre semelhante: a empresa informa que há manutenção em andamento, pede desculpas pelo transtorno e afirma que o abastecimento será regularizado. No entanto, até o momento, o problema continua.

“Eles pedem paciência, dizem que vai regularizar, pedem desculpas, mas nada é resolvido. Já são 15 dias sem água na caixa e mais de um mês com falta d’água no bairro”, afirmou.

Evanilson Alberto, 48, que é cadeirante, possui uma caixa com capacidade para 2 mil litros, mas o reservatório está vazio.

A situação tem provocado transtornos diários. Evanilson, que é cadeirante, possui uma caixa com capacidade para 2 mil litros, mas o reservatório está vazio. Ele também enfrenta problemas de saúde e tem precisado tomar banho com baldes de água levados pela sua mãe, Noemia, que também está gripada e precisa levantar durante a madrugada para tentar armazenar o pouco que chega.

Segundo os relatos, antes da mudança na gestão do abastecimento, a água chegava pela manhã, por volta das 6h, permanecia até aproximadamente 9h e era suficiente para encher a caixa d’água e alguns reservatórios. Agora, os moradores afirmam que dependem de pequenos baldes coletados durante a madrugada para passar o dia.

“É complicado. A pessoa paga a conta todos os meses e não tem água. A gente perde o sono, acorda de madrugada para pegar um pouco de água e no dia seguinte fica cansado, indisposto. Está bem difícil”, desabafou.

Os moradores também relatam que, anteriormente, a concessionária enviava carro-pipa para amenizar a situação, mas que esse serviço teria sido suspenso. Sem o apoio emergencial e sem água suficiente nas torneiras, eles cobram uma solução imediata para o problema.

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