Em assembleia realizada nesta segunda-feira (2), no Hospital Primavera, auxiliares e técnicos de enfermagem rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela unidade — um aumento de apenas R$ 80 — e denunciaram episódios de intimidação durante a condução da reunião. A categoria afirma que o piso profissional não tem sido cumprido e que a postura da gestão e da direção do Sintama dificultou o andamento democrático do processo.
O encontro ocorreu em dois turnos, pela manhã e à tarde, dentro das dependências do próprio hospital. Segundo trabalhadores presentes, o local escolhido contribuiu para um clima de pressão e constrangimento.
As imagens registradas pelos profissionais evidenciam que os responsáveis pela condução da assembleia não estavam preparados para garantir um processo transparente e respeitoso.
“Deu para perceber que os responsáveis não estavam sabendo conduzir a assembleia, que tratava do piso dos auxiliares e técnicos de enfermagem, que não vem sendo cumprido. A proposta apresentada foi de R$ 80, e os trabalhadores rejeitaram. Além disso, houve momentos em que se percebeu uma tentativa de intimidação, inclusive por parte do vice-presidente do Sintama, Josué”, declarou um profissional que não quis ter seu nome revelado.
Ele destacou que a situação foi vista como uma forma de desrespeito à categoria, que há meses reivindica correção salarial e condições dignas de trabalho. Diante do cenário, os profissionais decidiram formalizar denúncias no Ministério Público do Trabalho (MPT).
“Os trabalhadores estão encaminhando denúncias ao MPT para que sejam tomadas as devidas providências, tanto sobre o descumprimento do piso no Hospital Primavera e em outros hospitais da rede privada, quanto sobre a transparência das negociações conduzidas pelo Sintama”, afirmou o mesmo profissional.


