O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) realizou, na manhã desta terça-feira, 5, visitas às unidades de saúde dos municípios de Tobias Barreto, Boquim e Estância com o objetivo de dialogar com os servidores, tirar dúvidas e mobilizar os profissionais para a vigília contra a terceirização da saúde proposta pelo governo do Estado. A ação, no entanto, foi marcada por denúncias de intimidação e cerceamento da atividade sindical.
Em Tobias Barreto, representantes do Sintasa estiveram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e encontraram um cenário de insegurança entre os trabalhadores. Segundo o presidente do sindicato, Janderson Alves, os profissionais temem a política do governo estadual de terceirizar as unidades de saúde e transferir servidores concursados para Aracaju, mesmo após mais de 15 anos de trabalho nos municípios onde foram lotados por concurso público. “É uma conduta que prejudica o trabalhador, um verdadeiro desrespeito à estabilidade e ao direito de permanência na regional onde o servidor foi aprovado”, destacou Janderson, que esteve acompanhado do diretor Adaílton dos Santos.
Situação semelhante foi registrada na UPA de Boquim, onde o sindicato também esteve presente para mobilizar os profissionais e reforçar a convocação para a vigília em defesa do serviço público de saúde.
A situação mais grave ocorreu em Estância. De acordo com Janderson, o Sintasa foi impedido de entrar nas dependências assistenciais do hospital por uma coordenadora que não se identificou e alegou estar cumprindo ordens superiores. “Foi uma atitude arbitrária e antissindical. Esperamos por mais de 10 minutos enquanto ela fazia ligações para supostos gestores, mas ao final, fomos barrados de cumprir nosso papel”, denunciou o presidente.
Janderson acredita que o impedimento pode ter relação com uma denúncia recente feita pelo sindicato à Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) sobre irregularidades no setor de Centro de Material e Esterilização (CME). “Sempre tivemos acesso à unidade. Estávamos identificados como membros da diretoria sindical, entregamos material na administração e na superintendência, mas na hora de entrar nas áreas assistenciais, fomos barrados. Isso é inaceitável”, afirmou.
O Sintasa informou que irá oficializar a FHS para que sejam tomadas as medidas cabíveis, lembrando que o acordo coletivo vigente garante ao sindicato o livre acesso às unidades geridas pela Fundação. “Não aceitaremos medidas antissindicais ou autoritárias. O Sintasa vai seguir firme na defesa dos direitos dos trabalhadores”, finalizou Janderson.
Fonte: Ascom/Sintasa



