Trabalhadores da FHS rejeitam proposta de prorrogação do Acordo Coletivo em assembleia convocada pelo Sintasa

Em assembleia geral extraordinária realizada na tarde desta sexta-feira, 11, os trabalhadores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), representados pelo Sintasa (Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe), decidiram rejeitar a proposta da gestão da FHS de prorrogação do aditivo do Acordo Coletivo de Trabalho. A reunião ocorreu no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), em Aracaju.

A categoria considerou inaceitável a proposta de estender o aditivo por mais 90 dias, já que a data-base dos trabalhadores é 1º de maio. Para o Sintasa e os profissionais presentes, a prorrogação representaria um atraso inaceitável nas negociações, que já deveriam ter sido iniciadas em janeiro. Com o novo prazo, a previsão é de que as discussões efetivas só comecem em setembro.

Durante a assembleia, também foi manifestado descontentamento com o fato de que o anúncio do reajuste salarial de 10% feito pelo governador não contemplou os trabalhadores da FHS, nem os das outras fundações estaduais: Funesa e Fundação Parreiras Horta. A categoria cobra que o percentual seja aplicado a todos os servidores vinculados ao Plano de Emprego e Remuneração (PER).

Diante das reivindicações, o presidente do Sintasa, Janderson Alves, informou que o sindicato irá oficializar um pedido ao governo do Estado para que o reajuste seja estendido a todos os trabalhadores das fundações e que as negociações do Acordo Coletivo sejam retomadas com urgência.

Além do reajuste, os servidores exigem melhorias nas condições de trabalho, incluindo ampliação do plano de saúde, auxílio-alimentação, auxílio-educação e a redução da carga horária. Segundo os trabalhadores, é preciso que o governo “faça valer o discurso de valorização daqueles que estão na ponta”, referindo-se à fala do próprio governador sobre a importância dos profissionais da base do serviço público.

Com a decisão tomada em assembleia, a categoria reforça sua posição de resistência frente à proposta da FHS e aguarda uma resposta concreta do governo estadual.

Fonte: Ascom/Sintasa

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