Professor cobra desculpas a Comissão Estadual da Verdade de SE

“Eu quero um pedido de desculpas da Comissão Estadual da Verdade (CEV). Explico. Lideranças estudantis dos anos 70 e 80 protestaram contra a CEV pelo fato de terem sido esquecidas no Relatório Final de suas atividades. A secretária da CEV disse que o esquecimento não foi proposital. Muito bem. No meu caso, eu também não fui citado no mesmo relatório. Fui apagado. Eu fiz parte da CEV na parte que tomou os depoimentos das pessoas atingidas nos seus direitos humanos pelo regime militar. Não perdi uma oitiva. Fui chamado pelo presidente da CEV, Josué Modesto dos Passos Subrinho de “perguntador oficial da CEV”, dado meu envolvimento nessas oitivas. Nesse período, antes da oitiva, eu telefonava para Goisinho, Ibarê Dantas e quem mais pudesse me ajudar na preparação para as oitivas. Pois bem. Se se trata de um relatório final, não é permitido esquecer a fase das oitivas. Na opinião de qualquer pessoa, os trabalhos da CEV tiveram a fase das oitivas e a fase da busca de documentos em bancos de dados. Eu fui apagado na edição das gravações e fui apagado no documento escrito da CEV. Eu não quero crédito em relação ao documento escrito que foi transformado em e-book, pois não participei desse trabalho. Isso é muita falta de respeito! Quero ler o pedido de desculpas!”

(Afonso Nascimento – Professor de Direito da UFS)

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